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Três policiais militares serão julgados por homicídio qualificado após abordagem que matou adolescente com mais de 10 tiros, no Paraná
Davi Gregório tinha 15 anos quando foi baleado e morto, durante uma abordagem policial em 2022, em Londrina.
Arquivo pessoal
Três policiais militares suspeit
Três policiais militares serão julgados por homicídio qualificado após abordagem que matou adolescente com mais de 10 tiros, no Paraná
Davi Gregório tinha 15 anos quando foi baleado e morto, durante uma abordagem policial em 2022, em Londrina.
Arquivo pessoal
Três policiais militares suspeit...
05/08/2026 17:38
Três policiais militares serão julgados por homicídio qualificado após abordagem que matou adolescente com mais de 10 tiros, no Paraná (Foto: Reprodução)
Davi Gregório tinha 15 anos quando foi baleado e morto, durante uma abordagem policial em 2022, em Londrina.
Arquivo pessoal
Três policiais militares suspeitos de matar o adolescente Davi Gregório Ferraz dos Santos durante uma abordagem se tornaram réus no processo que investiga o caso. O g1 apurou que os PMs são Fernando Henrique Rodrigues Yoshimine, Rodrigo Soares da Silva e Volnei José Marcelino.
A abordagem que terminou com a morte do jovem aconteceu em junho de 2022. Davi tinha 15 anos e foi baleado mais de dez vezes na ação da Polícia Militar do Paraná (PM-PR), em Londrina, no norte do estado.
A decisão é da 1ª Câmara Criminal. Nela, o desembargador Miguel Kfouri Neto analisou um recurso feito pela acusação e entendeu que existem indícios suficientes de autoria e materialidade para que os policiais sejam julgados pelo crime de homicídio qualificado, com recurso que dificultou a defesa da vítima e tortura.
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Em janeiro de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a reabertura do inquérito policial que investigava a morte de Davi. O processo tinha sido arquivado depois que o Ministério Público do Paraná (MP-PR) e o juiz de primeira instância concluíram que os policiais militares envolvidos na ação agiram em legítima defesa. Entenda abaixo.
Agora, com a decisão proferida pelo Tribunal de Justiça do Paraná, a denúncia contra os policiais foi recebida e eles deixaram a condição de investigados para se tornarem réus na ação penal.
Com isso, os advogados de acusação e a defesa dos policiais poderão pedir pela produção de novas provas, bem como a realização de novas diligências e a oitiva de testemunhas. Depois disso, caberá ao magistrado decidir se os policiais serão submetidos ao Tribunal do Júri ou não.
O g1 procurou a defesa dos policiais, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.
Assessoria da PM-PR também foi procurada para comentar o caso, mas disse "não se manifesta acerca de decisões judiciais" e que vai se pronunciar "apenas ao final do curso legal do processo, esgotadas todas as esferas de defesa".
Inquérito sobre o caso ficou arquivado por mais de dois anos
O inquérito sobre o caso foi arquivado duas vezes, a última em novembro de 2022, com a conclusão de que Fernando, Rodrigo e Volnei agiram em legítima defesa.
Na época, a corporação divulgou que os policiais foram verificar uma situação de tráfico de drogas, quando viram Davi em um carrinho de lanches, na região central da cidade. O adolescente, então, correu junto com um colega.
Davi foi abordado dentro de uma casa e, de acordo com o registro policial, foi baleado quando os policiais perceberam que ele estava armado.
A família contesta a versão dos policiais e diz que Davi não estava armado ou com drogas. Além disso, o laudo da perícia mostrou que o adolescente foi atingido por 13 tiros, sendo alguns nas mãos enquanto tentava se proteger.
A perícia também apontou que Davi foi ferido no lado esquerdo do corpo. Contudo, foi constatado que a única via de acesso ao cômodo onde ele estava era por uma porta que ficava do lado direito do jovem. Foi por essa porta que os policiais disseram ter entrado.
O caso foi reaberto após o ministro Reynaldo Soares da Fonseca considerar que os familiares tinham o direito de que a conclusão inicial fosse revista. Com isso, o inquérito foi encaminhado à Procuradoria de Justiça Criminal, que reconheceu falhas na investigação e aceitou o recurso.
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