Homem que matou venezuelano a tiros e arrastou corpo para dentro de bicicletaria é condenado a 16 anos de prisão
Após briga, homem é assassinado a tiros e tem corpo arrastado para dentro de bicicletaria
Jean Couan Kruger foi condenado, na noite de terça-feira (5), a 16
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Jean Couan Kruger foi condenado, na noite de terça-feira (5), a 16 ...
06/05/2026 19:40
Homem que matou venezuelano a tiros e arrastou corpo para dentro de bicicletaria é condenado a 16 anos de prisão (Foto: Reprodução)
Após briga, homem é assassinado a tiros e tem corpo arrastado para dentro de bicicletaria
Jean Couan Kruger foi condenado, na noite de terça-feira (5), a 16 anos e 7 meses de prisão pela morte do venezuelano Guillermo Rafael de Maria Montes, de 42 anos.
O crime foi em março de 2025, no Centro de Curitiba, e foi registrado por câmeras de segurança. Nas imagens, é possível ver os dois homens discutindo. Em seguida, eles entram em luta corporal. Durante a briga, Jean saca uma arma e dispara várias vezes contra Guilhermo, que cai no chão.
Depois de assassinar a vítima, Jean arrastou o corpo dela para dentro da bicicletaria, fechou as portas e fugiu. Ele foi preso nove dias depois.
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As investigações apontaram que o crime foi motivado por um pagamento de R$ 300. Testemunhas relataram que, meses antes, uma bicicleta da vítima passou por conserto na bicicletaria de Jean. Porém, o serviço foi mal efetuado e Guilhermo exigiu o reembolso do valor pago pelo restauro.
Na condenação, os jurados consideraram que o crime foi cometido por motivo torpe e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Jean permanecerá detido para o cumprimento da pena, sem o direito de recorrer em liberdade.
Ao longo do julgamento, a defesa de Jean defendeu a versão de que a vítima era agiota e estava cobrando uma dívida. A tese não foi adotada pelos jurados.
O advogado Jackson William Bahls, responsável pela defesa do condenado, informou que discorda da decisão e que pretende solicitar a reforma da sentença. Disse ainda que pretende pedir a anulação do julgamento.
O Ministério Público (MP-PR) informou que o resultado do júri é consequência das "provas fartas".
"As imagens deixam bem claro que o réu, em nenhum momento, estava em qualquer posição de defesa, de medo, de se sentir acuado. Muito pelo contrário. As imagens deixaram bem claro que o réu foi para cima da vítima. O réu matou a vítima ali a sangue frio, à queima-roupa, sem se intimidar com a luz do dia", afirmou o MP.
Assassinato de venezuelano por dono de bicicletaria pode ter sido motivado por R$ 300, diz polícia
Reprodução/RPC
Jean já foi condenado por tentativa de homicídio de outro homem
Jean também já foi condenado a nove anos de prisão pela tentativa de homicídio de uma pessoa em situação de rua, em 2012.
Segundo a denúncia, Jean, na frente de um adolescente, agrediu a vítima com uma barra de ferro. Conforme o documento, o homem ainda arrastou a vítima, que estava desmaiada, até o meio da rua, e a agrediu com chutes na cabeça.
Em 2017, Jean foi julgado e condenado por corrupção de menores e tentativa de homicídio qualificado por meio cruel.
Ao longo do processo, Jean afirmou que as agressões foram motivadas pela suspeita de que a vítima traficava drogas e cometia furtos em frente à bicicletaria que pertencia a ele e ficava próxima ao Terminal do Guadalupe, em Curitiba.
Na fixação da pena, a juíza que analisou o caso afirmou que, insatisfeito com a situação ilícita, ele deveria ter acionado as autoridades competentes, mas preferiu "agredir a vítima brutalmente" e optou por "fazer justiça com as próprias mãos".
Além disso, considerou também que Jean apresentava uma conduta social favorável, na medida em que trabalhava e "não demonstrava ser uma pessoa voltada à prática de crimes".
Segundo o Tribunal de Justiça do Paraná, o processo foi arquivado em 2023. O órgão não informou o motivo do arquivamento.
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