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Fiscalização identifica mais de 300 adolescentes sob assédio em telemarketing de Curitiba Duas empresas de telemarketing de Curitiba foram autuadas após aud
Fiscalização identifica mais de 300 adolescentes sob assédio em telemarketing de Curitiba Duas empresas de telemarketing de Curitiba foram autuadas após aud...
Fiscalização identifica mais de 300 adolescentes sob assédio em telemarketing de Curitiba Duas empresas de telemarketing de Curitiba foram autuadas após auditores fiscais do Trabalho identificarem 346 adolescentes submetidos a assédio moral e a condições prejudiciais à saúde e ao desenvolvimento físico e psíquico. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp As irregularidades foram constatadas em duas operações realizadas entre 20 e 25 de outubro de 2025 e de 20 a 24 de abril de 2026, quando foram identificados 218 adolescentes na primeira ação e 128 na segunda. Cerca de 70% dos adolescentes eram do sexo feminino, segundo os auditores. O balanço da operação foi divulgado nessa terça-feira (5). Os nomes das empresas não foram informados. As fiscalizações apontaram um padrão de organização do trabalho considerado irregular. Entre as práticas encontradas estão a exposição pública do desempenho; o controle rígido das pausas e de uso do banheiro; a limitação para uso do banheiro (com impacto na avaliação dos funcionários); pressão por metas e exposição a agressão verbais de clientes. Mais de 300 adolescentes são afastados de empresa de telemarketing de Curitiba após fiscalização apontar assédio e restrições Secretaria de Inspeção do Trabalho Os adolescentes também relataram que sofriam ofensas frequentes durante os atendimentos. Em alguns casos, houve episódios com conteúdo sexual e até ameaças por parte de clientes. Quando situações assim aconteciam, não havia pausas para acolhimento dos adolescentes, nem mecanismos eficazes para coibir abusos. Os auditores também identificaram práticas que desestimulavam o cuidado com a saúde. Havia desconto no salário em caso de atestado médico, o que levava adolescentes a trabalhar mesmo doentes. Alguns relataram evitar beber água para não precisar ir ao banheiro, por causa do controle de pausas. As fiscalizações ocorreram sob a coordenação da Secretaria de Inspeção do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego, com atuação de auditores fiscais do Trabalho do Grupo Especial Móvel de Fiscalização do Trabalho Infantil (GMTI). Leia também: Rua 'paredão': Especialista diz que problema está ligado à falta de planejamento das cidades 'Foi você não, né?': Irmã de piloto que morreu mandou mensagem a ele logo após acidente Sanepar: Veja como pedir reembolso por gosto e cheiro ruins na água em Ponta Grossa Medidas adotadas Mais de 300 adolescentes são afastados de empresa de telemarketing de Curitiba após fiscalização apontar assédio e restrições Secretaria de Inspeção do Trabalho Após as autuações, os adolescentes foram afastados das funções de telemarketing. As empresas podem realocá-los em atividades permitidas para a idade ou rescindir os contratos, com pagamento dos direitos. Segundo os auditores, os jovens devem ser encaminhados para a rede de proteção e para programas de aprendizagem profissional. O que diz a fiscalização Segundo a auditora-fiscal do trabalho Paula Neves, que coordenou a operação, o modelo adotado nas empresas, com tarefas repetitivas, ritmo intenso e cobrança por produtividade, gera forte pressão psicológica sobre os adolescentes, além de restringir autonomia e expor os jovens a situações frequentes de violência verbal. A legislação brasileira proíbe que adolescentes de 16 e 17 anos trabalhem em atividades ou ambientes que prejudiquem o desenvolvimento físico, psíquico, moral e social. Pela lei, pessoas com menos de 18 anos estão em fase de desenvolvimento e são mais vulneráveis a riscos no ambiente de trabalho, o que exige proteção especial. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.