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Engenheiro que morreu após ritual de banho de óleo para celebrar primeiro voo solo passou 8 anos se preparando para ser piloto
Aluno de escola de aviação morre após ter reação alérgica em comemoração com ritual
Gustavo Henrique Lara, engenheiro eletricista de 27 anos que morreu
Engenheiro que morreu após ritual de banho de óleo para celebrar primeiro voo solo passou 8 anos se preparando para ser piloto
Aluno de escola de aviação morre após ter reação alérgica em comemoração com ritual
Gustavo Henrique Lara, engenheiro eletricista de 27 anos que morreu ...
18/07/2026 13:04
Engenheiro que morreu após ritual de banho de óleo para celebrar primeiro voo solo passou 8 anos se preparando para ser piloto (Foto: Reprodução)
Aluno de escola de aviação morre após ter reação alérgica em comemoração com ritual
Gustavo Henrique Lara, engenheiro eletricista de 27 anos que morreu após passar por um banho de óleo em um aeroporto do Paraná, passou oito anos se preparando para se tornar piloto, segundo familiares.
O rapaz era especializado em manutenção de equipamentos hospitalares, mas sonhava em ser apto a conduzir aeronaves.
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Ele teve uma reação alérgica grave e passou mal após a celebração feita para comemorar o seu primeiro voo solo e a sua graduação no curso de formação. O ritual é feito com um óleo usado em motores de aeronaves e é tradicional em diversas escolas de aviação do país.
Engenheiro Gustavo Henrique Lara tinha 27 anos e sonhava em ser piloto
Reprodução/Redes Sociais
A situação aconteceu na noite de quinta-feira (16) em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. Momentos antes da celebração, Gustavo fez uma postagem nas redes sociais comentando a própria felicidade devido à conquista.
"Pode ser que hoje seja o melhor dia de toda a minha formação de piloto até aqui", escreveu ele em uma foto do avião.
Aluno de escola de aviação que morreu após ritual de banho de óleo no PR sonhava em ser piloto e fez post horas antes de morrer
Reprodução/Redes Sociais
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Amigos e familiares foram convidados para acompanhar o "batismo" dele nos céus e estavam presentes quando o piloto passou mal.
"Os amigos próximos me falaram que ele estava muito animado por esse dia; que fazia um mês que ele estava falando sobre esse dia e que ele tinha chamado todo mundo para participar desse momento", relata o delegado Lucas Petry.
Nas redes sociais, amigos e familiares prestaram homenagens a Gustavo. Nas publicações, o descreveram como um jovem querido, com sonhos e planos pela frente.
"Hoje era para ser o dia mais feliz da vida dele, pois estava realizando o seu maior sonho. Menino lindo, com um coração gigante, vai deixar muita saudades", escreveu uma das pessoas íntimas do jovem.
Gustavo foi sepultado neste sábado (18) em Ipiranga, cidade vizinha à Ponta Grossa, onde os familiares dele moram atualmente.
Piloto teve reação alérgica ao óleo de motor
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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) informou que, após ter o óleo jogado em seu corpo, Gustavo sofreu uma reação anafilática — a forma mais grave e rápida de uma reação alérgica. Ele teve uma crise convulsiva seguida de três paradas cardiorrespiratórias; as duas primeiras foram revertidas, mas o piloto não resistiu à terceira.
O delegado Lucas Petry confirmou que a substância é um óleo usado nos motores de aeronaves e que ela foi jogada por um instrutor da escola, que não teve o nome divulgado.
Segundo a Polícia Civil, ele se apresentou espontaneamente na delegacia e foi preso em flagrante por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Ele foi ouvido e liberado após pagar fiança de R$ 3 mil.
Conforme a polícia, ele confirmou ter jogado a substância no jovem durante a comemoração e disse que o banho nos formados é feito do pescoço para baixo.
A polícia informou ainda que, "até o momento, não foram identificados elementos que indiquem intenção de provocar a morte da vítima".
Em nota, o Centro de Instrução de Aviação Civil (CIAC) do Aeroclube de Ponta Grossa manifestou pesar pelo falecimento do aluno e disse que, em respeito à memória dele, à sua família e ao "trabalho das autoridades responsáveis pela apuração dos fatos, não fará comentários adicionais sobre o ocorrido até que as investigações sejam concluídas". Veja nota completa mais abaixo.
[INFOGRÁFICO] Aluno de escola de aviação morre após ritual de 'banho de óleo' no Paraná
g1
Investigação
A investigação vai apurar as circunstâncias do caso, incluindo qual era a composição da substância utilizada, a quantidade usada, as regiões do corpo atingidas e se há relação entre o procedimento realizado e a morte.
Foram solicitados exames necroscópico, toxicológico e químico-pericial para confirmar a causa da morte.
A polícia também deve analisar imagens, documentos e ouvir testemunhas, participantes do ritual e familiares da vítima.
Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, era engenheiro
Reprodução
O que diz a escola de aviação
Veja, abaixo, a íntegra da nota divulgada pelo Centro de Instrução de Aviação Civil (CIAC) do Aeroclube de Ponta Grossa:
"O Centro de Instrução de Aviação Civil (CIAC) de Ponta Grossa manifesta seu mais profundo pesar pelo falecimento do piloto Gustavo Henrique de Lara, ocorrido após a realização de seu voo solo.
Esclarecemos que o lamentável fato ocorreu fora da área do CIAC, logo após o encerramento da atividade de voo.
Neste momento de imensa tristeza, expressamos nossa solidariedade e nossos mais sinceros sentimentos aos familiares, amigos e a todos que conviviam com o Gustavo Lara, desejando força e serenidade para enfrentar esta irreparável perda.
O CIAC de Ponta Grossa permanece à inteira disposição das autoridades competentes para colaborar com todos os esclarecimentos que se fizerem necessários, bem como para prestar o apoio cabível aos familiares, dentro de suas possibilidades.
Em respeito à memória do aluno, à sua família e ao trabalho das autoridades responsáveis pela apuração dos fatos, o CIAC não fará comentários adicionais sobre o ocorrido até que as investigações sejam concluídas."
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