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Cobrança de propina, desvio de mercadorias e comércio ilegal de armas: nove PMs e um policial civil são alvo de operação no Paraná

Cobrança de propina, desvio de mercadorias e comércio ilegal de armas: nove PMs e um policial civil são alvo de operação no Paraná

Operação investiga esquema de “passe livre” na fronteira com envolvimento de policiais Nove policiais militares e um policial civil são alvo de uma opera

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Cobrança de propina, desvio de mercadorias e comércio ilegal de armas: nove PMs e um policial civil são alvo de operação no Paraná

Operação investiga esquema de “passe livre” na fronteira com envolvimento de policiais Nove policiais militares e um policial civil são alvo de uma opera...

Cobrança de propina, desvio de mercadorias e comércio ilegal de armas: nove PMs e um policial civil são alvo de operação no Paraná
Cobrança de propina, desvio de mercadorias e comércio ilegal de armas: nove PMs e um policial civil são alvo de operação no Paraná (Foto: Reprodução)

Operação investiga esquema de “passe livre” na fronteira com envolvimento de policiais Nove policiais militares e um policial civil são alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) contra um esquema de corrupção, desvio de mercadorias e comércio ilegal de armas no Oeste do Paraná. A identidade dos envolvidos não foi divulgada. De acordo com o Gaeco, os policiais usavam viaturas e a estrutura da corporação para fazer abordagens irregulares de compradores que vinham do Paraguai. Em troca de propina no valor de R$ 300 por veículo, os agentes garantiriam “passe livre” para o transporte de mercadorias estrangeiras. Os nomes dos agentes públicos investigados não foram divulgados. ✅ Siga o g1 Foz do Iguaçu no WhatsApp Além da cobrança da propina, parte das mercadorias era desviada, principalmente eletrônicos de alto valor. Segundo o Gaeco, os itens não eram encaminhados aos órgãos responsáveis e acabavam sendo usados em benefício próprio. “A investigação começou a partir de relatos de um transportador dizendo que foi abordado e teve dois celulares desviados. Ele afirmou que os policias cobraram propina em outras ocasiões e que ele tinha conhecimento dessas práticas”, disse a promotora Juliana Stofela da Costa. Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), os policiais militares investigados atuam em Céu Azul, e o policial civil em Vera Cruz do Oeste. Eles são suspeitos de crimes como corrupção passiva, peculato, falsidade ideológica e comércio ilegal de armas de fogo. Gaeco cumpre mandados de busca e apreensão contra policiais no Oeste do Paraná Gaeco As operações Clear Sky e Vera Cruz foram deflagradas na manhã desta quinta-feira (28) pelos núcleos do Gaeco de Cascavel e Foz do Iguaçu. Ao todo, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão nas cidades de Céu Azul e Vera Cruz do Oeste. Em nota, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) informou que conduz um procedimento investigativo para apurar a conduta do policial civil na esfera administrativa. Em entrevista coletiva, o comandante do 5º Comando Regional da Polícia Militar, Valmir de Souza, informou que a instituição não "compactua com esse tipo de comportamento". "Tudo será apurado no seu devido momento, garantindo a ampla defesa ao contraditório, mas com todo o rigor necessário para que nós mantenhamos a instituição ilibada. O nosso objetivo é fazer a apuração da responsabilidade de cada indivíduo, para que tenhamos a medida da culpabilidade exposta e eles sejam responsabilizados", disse o comandante. Leia também: Cortina de fumaça: Motorista usa fumaça para despistar PRF e acaba preso com droga Escala 6x1: Votação na Câmara une deputados paranaenses de esquerda, direita e centro Gasolina adulterada: Distribuidora do Paraná é um dos alvos de operação nacional Policiais monitoravam fronteira com drone Outro ponto investigado é o uso de drones e câmeras clandestinas para monitorar a movimentação policial e aduaneira na região de fronteira entre Brasil e Paraguai. Os equipamentos teriam sido instalados em estradas rurais, postos de combustíveis e até perto da Aduana Brasileira, permitindo acompanhar, em tempo real, a circulação de compristas e operações de fiscalização. As investigações também apontam que integrantes do grupo teriam utilizado a estrutura policial para prestar serviços irregulares de segurança armada em uma propriedade rural na Bahia. Além disso, há suspeita de intermediação e venda ilegal de armas e munições por aplicativos de mensagens. Celulares, documentos e equipamentos eletrônicos apreendidos durante a operação serão analisados pelo Gaeco. O material deve ajudar a identificar outros envolvidos, rastrear a movimentação financeira do grupo e apurar possíveis ganhos obtidos com os crimes investigados. A operação contou com apoio do 6º Batalhão da Polícia Militar e das corregedorias das Polícias Militar e Civil do Paraná. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias em g1 Oeste e Sudoeste.