Câmara de Curitiba recebe representação contra presidente da Casa, Tico Kuzma, após suspeita de venda de cargos e 'rachadinha'
Câmara recebe representação contra o presidente Tico Kuzma, do PSD
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30/06/2026 14:57
Câmara de Curitiba recebe representação contra presidente da Casa, Tico Kuzma, após suspeita de venda de cargos e 'rachadinha' (Foto: Reprodução)
Câmara recebe representação contra o presidente Tico Kuzma, do PSD
A Câmara Municipal de Curitiba recebeu, nesta segunda-feira (29), uma representação por suposta quebra de decoro parlamentar apresentada pelo vereador Da Costa (União) em face do presidente da Casa, vereador Tico Kuzma (PSD).
A representação aconteceu depois que Kuzma foi alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), na manhã de segunda, em uma investigação que apura a suspeita de venda de cargos e "rachadinha".
🔍 "Rachadinha" é um termo popular para o esquema ilegal no qual um político exige a devolução de parte ou da totalidade dos salários dos assessores e funcionários comissionados.
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A Câmara informou que, com base no Regimento Interno, a Mesa Diretora deverá avaliar, em até cinco dias, se a representação atende aos requisitos necessários para seguir à Corregedoria da Câmara Municipal, que terá 30 dias para analisá-la. Atualmente, a corregedora da instituição é a vereadora Delegada Tathiana Guzella (PL).
Tico Kuzma, que faz parte da Mesa Diretora, não participará da reunião destinada à análise da representação, uma vez que é o alvo da representação.
Se a corregedora entender que a atitude de Kuzma se encaixa como quebra de decoro parlamentar, o caso vai à plenário e é votado por todos os vereadores.
Na sessão de segunda, Kuzma informou que não tem "conhecimento formal sobre os fatos que motivaram a medida".
"Estou buscando imediatamente as informações necessárias junto às autoridades competentes para compreender com clareza o teor da investigação."
A equipe do vereador foi procurada novamente pelo g1 nesta terça-feira (30) para comentar a representação, mas não quis se manifestar.
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Operação
Vereador Tico Kuzma foi alvo de operação feita pelo Gaeco
Rodrigo Fonseca/Divulgação/Câmara de Curitiba
Ao todo, 13 mandados foram expedidos. O Gaeco não informou a identidade de todos os alvos da operação, nomeada "Prática Corrente".
Conforme o Gaeco, durante o cumprimento das medidas, foram apreendidos equipamentos eletrônicos e documentos que serão periciados. Também foram apreendidos R$ 37 mil em dinheiro em espécie.
Vereadores da base têm direito à indicação de nomes para ocupar cargos públicos na prefeitura, o que é o caso de Kuzma.
As investigações, que começaram há cerca de um ano, apontaram que o vereador teria cobrado cerca de R$ 3 mil para indicar nomes para a ocupação desses cargos. Além disso, conforme o Gaeco, o vereador teria cobrado uma contrapartida de parte do salário desses servidores.
Ainda não se sabe quantos cargos ele tinha à disposição para fazer essas indicações, nem por quantos ele teria cobrado.
Durante a sessão desta segunda (29), Tico fez um pronunciamento e se defendeu. Em nota, o vereador afirmou que ainda não tem "conhecimento formal sobre os fatos que motivaram a medida".
"Estou buscando imediatamente as informações necessárias junto às autoridades competentes para compreender com clareza o teor da investigação."
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