cover
Tocando Agora:

Locutor no Ar

announcer

Últimas Notícias

Ministério Público denuncia vereadora de Curitiba após fala contra colega nascida no Ceará

Ministério Público denuncia vereadora de Curitiba após fala contra colega nascida no Ceará

Vereadora de Curitiba manda colega ‘voltar para o Ceará’ O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou, na quinta-feira (6), a vereadora de Curitiba D

59 minutos atrás
Quem são os candidatos ao Senado pelo Paraná nas eleições de 2026? Veja lista com nomes confirmados pelos partidos

Quem são os candidatos ao Senado pelo Paraná nas eleições de 2026? Veja lista com nomes confirmados pelos partidos

Candidatos ao Senado pelo Paraná em 2026. Reprodução Nove candidatos foram definidos para disputar as duas vagas do Paraná no Senado Federal nas eleições

2 horas atrás
Programa do Sebrae abre 625 vagas para consultorias gratuitas voltadas a pequenas indústrias do Paraná; veja como participar

Programa do Sebrae abre 625 vagas para consultorias gratuitas voltadas a pequenas indústrias do Paraná; veja como participar

'Boa Noite Pelo Paraná' mostra os desafios da indústria em Paranavaí O Sebrae abriu 625 vagas para consultorias e acompanhamentos gratuitos voltados a pequen

3 horas atrás

Câmera Ao Vivo

Reconhecimento facial é suspenso em escolas no Paraná

Professora usa aplicativo de reconhecimento facial para registrar a presença de estudantes da rede estadual do Paraná Lucas Fermin - Seed A Autoridade Naciona...

Reconhecimento facial é suspenso em escolas no Paraná
Reconhecimento facial é suspenso em escolas no Paraná (Foto: Reprodução)

Professora usa aplicativo de reconhecimento facial para registrar a presença de estudantes da rede estadual do Paraná Lucas Fermin - Seed A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou ao governo do Paraná a suspensão imediata do uso de dados biométricos de crianças e adolescentes para registrar a frequência na rede pública estadual. A decisão, tornada pública nesta quinta-feira (6), proíbe a coleta, a consulta, a comparação, o uso e o compartilhamento das informações até nova deliberação da agência. Procurada pelo g1, a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) informou que o sistema foi usado como projeto-piloto e que deixou de ser adotado em julho de 2026 com o encerramento do contrato com a empresa responsável. A Seed-PR afirmou ainda que o serviço nunca expôs dados dos estudantes. O sistema funcionava por meio do aplicativo Escola Paraná Biometria. Para o cadastro, eram capturadas três fotografias de cada estudante. Depois, os professores fotografavam as turmas para registrar diariamente a presença dos alunos. A operação envolvia a Secretaria de Educação, a Celepar e a empresa Valid. Segundo dados informados pelo próprio governo, o tratamento abrangia, em 2021, 2.136 instituições de ensino, cerca de 1 milhão de estudantes e mais de 100 mil colaboradores. A ANPD afirma, porém, que não recebeu números atualizados sobre o alcance do sistema. A suspensão atinge uma das vitrines da gestão de Ratinho Junior (PSD), que apresentou a digitalização da educação e o uso de novas tecnologias no serviço público como marcas de seu governo. Lançado em 2023 com o nome de “Chamada Inteligente”, o sistema chegou a ser divulgado pelo estado como presente em cerca de 1,6 mil escolas. Agora no g1 Ratinho Junior chegou a ser o nome preferido do PSD para disputar a Presidência, mas desistiu da pré-candidatura em março e permaneceu no cargo para concluir o mandato e atuar na eleição de seu sucessor no Paraná. Ainda assim, a suspensão de uma política de sua gestão insere o reconhecimento facial no debate eleitoral nacional, no momento em que candidatos à Presidência apresentam a tecnologia como proposta para a segurança pública. Flávio Bolsonaro (PL), por exemplo, propõe criar a chamada “Muralha Brasileira”, com 1 milhão de câmeras conectadas a bancos de dados criminais para identificar foragidos e monitorar portos, aeroportos e espaços públicos. Romeu Zema (Novo), por sua vez, usa o emprego da tecnologia em Minas Gerais como parte do legado de sua gestão na segurança; segundo o partido, o sistema ajudou a prender mais de mil foragidos. No caso do Paraná, a ANPD concluiu que não havia hipótese legal adequada para o tratamento dos dados biométricos dos estudantes, considerados sensíveis pela Lei Geral de Proteção de Dados. Segundo a nota técnica, a Secretaria de Educação apresentou mais de uma justificativa jurídica para a mesma finalidade, o que dificulta o exercício dos direitos dos titulares. A agência concluiu que não havia hipótese legal adequada para o tratamento dos dados biométricos, considerados sensíveis pela Lei Geral de Proteção de Dados. Segundo a nota técnica, a Secretaria de Educação apresentou mais de uma justificativa jurídica para a mesma finalidade, o que dificulta o exercício dos direitos dos titulares. A ANPD também considerou o reconhecimento facial desnecessário e desproporcional, por entender que a frequência poderia ser registrada por métodos menos invasivos. O documento cita, por exemplo, “uma chamada nominal realizada em ambiente computadorizado”. Para a agência, a praticidade do sistema não basta para justificar o tratamento de dados sensíveis. “A conveniência fundamentada na praticidade não é capaz de sustentar a necessidade exigida” pela LGPD, afirma a nota. O documento aponta ainda que o governo não comprovou controles suficientes sobre o acesso e o compartilhamento das imagens, a fiscalização das empresas contratadas, a precisão dos algoritmos e a adoção de alternativas menos invasivas. A ANPD também afirma que não foram apresentadas evidências de que o uso da tecnologia atendia ao melhor interesse das crianças e dos adolescentes. Outro ponto levantado foi o período de armazenamento. Como as informações seriam mantidas enquanto o estudante permanecesse matriculado, o sistema poderia guardar “o equivalente a 14 anos de dados biométricos de cada aluno”. A nota ressalta que características biométricas têm baixa possibilidade de substituição e que um eventual comprometimento desses identificadores pode produzir “consequências duradouras”, superiores às causadas pelo vazamento de senhas convencionais. A ANPD também apontou obstrução à fiscalização, devido à “seguida omissão em fornecer cópias de documentos e informações necessários” para a análise do sistema. O governo terá dez dias úteis, contados a partir da intimação, para demonstrar que interrompeu o tratamento dos dados em todos os sistemas, escolas e empresas envolvidas. O processo será encaminhado à área de sanções da ANPD, que avaliará a abertura de procedimento administrativo contra a Secretaria de Educação. Cabe recurso da decisão. A Secretaria de Educação do Paraná, a Celepar e a Valid foram procuradas, mas não responderam até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.