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Quadro de vereadores da Câmara de Curitiba muda pela terceira vez em pouco mais de dois meses; veja quem entra e quem sai

Câmara de Curitiba empossa dois novos vereadores Pela terceira vez em pouco mais de dois meses, a Câmara Municipal de Curitiba passou por mais uma mudança na...

Quadro de vereadores da Câmara de Curitiba muda pela terceira vez em pouco mais de dois meses; veja quem entra e quem sai
Quadro de vereadores da Câmara de Curitiba muda pela terceira vez em pouco mais de dois meses; veja quem entra e quem sai (Foto: Reprodução)

Câmara de Curitiba empossa dois novos vereadores Pela terceira vez em pouco mais de dois meses, a Câmara Municipal de Curitiba passou por mais uma mudança na composição após o reprocessamento do resultado das eleições municipais de 2024. Nesta segunda-feira (3), Dalton Borba (Solidariedade) e Matteus Henrique (PT) tomaram posse como vereadores da 19ª Legislatura. Eles assumem os lugares que eram ocupados por Bruno Secco (Novo), que disputou o pleito pelo PMB, e por Antonio Carlos do Carmo, o Toninho da Farmácia (União), eleito pelo PSD. ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp A nova totalização de votos ocorreu após a anulação dos votos do Partido da Mulher Brasileira (PMB), por fraude à cota de gênero na chapa do partido. Com isso, a distribuição de cadeiras entre os partidos mudou e, consequentemente, alterou a lista de vereadores eleitos. Entenda a seguir por que isso acontece. ➡️ No fim de 2025, o Partido da Mulher Brasileira (PMB) oficializou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a mudança de nome do partido para Democrata. Dalton Borba (Solidariedade) e Matteus Henrique (PT) tomaram posse como vereadores da 19ª Legislatura Rodrigo Fonseca/CMC Vereadora recebeu material de campanha com número de outro candidato No fim de junho, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) reconheceu, por 4 votos a 3, uma fraude à cota de gênero na chapa do PMB. Os desembargadores analisaram a situação da candidata a vereadora "Telma Nogueira do Projeto Debo", que concorreu pelo partido. Ela recebeu nove votos. No voto vencedor durante o julgamento, a juíza Tatiane de Cássia Viese apontou que uma fraude eleitoral está configurada "se o partido lançar uma candidata sem condições de competir e, principalmente, se atuar para dificultar sua competitividade". Candidata do PMB recebeu nove votos nas eleições para a Câmara Municipal de Curitiba, em 2024 Reprodução/TSE No caso de Telma, provas que compuseram o processo apontaram que a candidata compareceu à convenção partidária e escolheu o número que usaria na campanha. Porém, por falha do partido, outro candidato também escolheu o mesmo número. De acordo com a juíza, ao perceber a situação, o partido requereu o registro de Telma com outro número e não a comunicou formalmente da mudança. Telma recebeu o material de campanha com o número que havia escolhido, mas que não era o número que constava no registro de sua candidatura e na urna. Desta forma, Telma fez campanha com o número de outro candidato. "Isso significa que, independentemente do grau de esforço que Telma tenha direcionado à sua campanha, os eventuais votos que receberia foram direcionados a uma candidatura masculina. Na minha ótica, é exatamente aí que reside a fraude à cota de gênero: a conduta partidária de alterar o número de urna de Telma sem comunicá-la, produzir seu material de campanha com o número que não era seu, mas de um candidato masculino, levou-a a fazer campanha não para si, mas para outro candidato — homem", indica o voto de Viese. Terceira mudança na composição da Câmara Municipal de Curitiba por decisão da Justiça Terceira mudança na composição da Câmara Municipal de Curitiba por decisão da Justiça Câmara Municipal de Curitiba A primeira alteração na composição da Câmara de Curitiba aconteceu em maio deste ano, depois que a Justiça Eleitoral anulou os votos do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), também após condenação por fraude à cota de gênero. O PRTB ainda pode recorrer da decisão. Com a decisão, a distribuição de cadeiras para cada partido mudou e Toninho da Farmácia, eleito vereador pelo PSD, perdeu a cadeira – mesmo não tendo ligação com o partido que teve os votos anulados – e passou à condição de suplente. Mauro Bobato, que concorreu às eleições pelo PP, tomou posse. A segunda alteração aconteceu em junho, quando a Justiça Eleitoral anulou os votos do Partido Renovação Democrática (PRD), por fraude à cota de gênero na chapa do partido. Com isso, o vereador Sidnei Toaldo perdeu a cadeira que ocupava e Toninho da Farmácia retornou ao legislativo. Agora, com a terceira mudança, Bruno Secco (Novo), que havia concorrido pelo PMB, e Antonio Carlos do Carmo, o Toninho da Farmácia (União), eleito pelo PSD, deixam a Câmara de Curitiba, e Dalton Borba (Solidariedade) e Matteus Henrique (PT) entram. Retotalizações na Câmara de Curitiba Eleição de vereadores é definida pelo sistema proporcional Os candidatos a prefeito, governador, senador e presidente da República são eleitos com base em um sistema majoritário. Nessa modalidade eleitoral, é eleito quem obteve o maior número de votos válidos. No caso de vereadores e deputados, a eleição é diferente e é definida pelo sistema proporcional. Nesse contexto, para ocupar uma cadeira na Câmara Municipal, também é necessário levar em consideração o quociente eleitoral, calculado pela divisão de todos os votos válidos (sem os brancos e os nulos) pelo número de cadeiras disponíveis na eleição. Por exemplo: em um município com 10 vagas na Câmara e 100 mil votos válidos, os partidos precisam ter pelo menos 10 mil votos para ter direito a uma cadeira no Legislativo municipal. Leia mais notícias no g1 Paraná.