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Preso por engano no Paraná em investigação de assassinato pede meio milhão de indenização: 'Feridas abertas até hoje'
Homem preso por engano em Jataizinho pede R$ 500 mil de indenização ao Estado
Reginaldo Aparecido dos Santos, preso por engano durante a investigação do ass
Homem preso por engano durante investigação de assassinato de avó e neta no PR pede indenização de meio milhão ao Estado
Homem preso por engano em Jataizinho pede R$ 500 mil de indenização ao Estado
O homem que foi preso por engano durante a investigação do assassinato de Marl...
25/04/2026 04:01
Homem preso por engano durante investigação de assassinato de avó e neta no PR pede indenização de meio milhão ao Estado (Foto: Reprodução)
Homem preso por engano em Jataizinho pede R$ 500 mil de indenização ao Estado
O homem que foi preso por engano durante a investigação do assassinato de Marley Gomes de Almeida e da neta dela Ana Carolina Almeida, processou o Estado do Paraná. Na ação, o advogado de Reginaldo Aparecido dos Santos pede uma indenização de R$ 500 mil como forma de reparar os 43 dias em que ele ficou preso injustamente.
O crime aconteceu no dia 22 de março de 2025, em Jataizinho, no norte do Paraná. Reginaldo foi detido quatro dias depois, por ter sido supostamente flagrado em um vídeo de câmera de segurança passando próximo à casa das vítimas no dia do crime.
Ele só saiu da cadeia no dia 9 de maio, dois dias depois que outro homem, identificado como João Vitor Rodrigues, confessou ser o verdadeiro autor do assassinato de avó e neta.
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Na época, antes de ser preso, Reginaldo foi espacado por moradores e teve a casa invadida. Na ação, a defesa dele alega que ele foi vítima de violência física, moral, institucional e existencial e, por isso, há a necessidade de reparar o abalo sofrido.
"As autoridades locais, mesmo diante da fragilidade das investigações, se manifestaram publicamente de forma convicta, tratando o Requerente como culpado, reforçando uma narrativa que jamais encontrou respaldo na realidade dos fatos. Tal postura, somada à ampla divulgação de sua imagem na imprensa regional, contribuiu para consolidar sua condenação social antecipada situação ainda mais devastadora em uma cidade de pequeno porte, onde o olhar acusador dos vizinhos e o estigma da falsa imputação permanecem como feridas abertas até hoje", argumentou a defesa na ação.
Reginaldo ficou preso por 43 dias.
Reprodução/RPC Londrina
O advogado informou na ação que, atualmente, Reginaldo vive em moradia provisória, não possui recursos financeiros e está com a saúde fragilizada. Por isso, considerou que o valor pedido como indenização por danos morais é "justo e adequado à gravidade do caso".
Em nota, o Governo do Paraná disse que ainda não foi informado oficialmente sobre o pedido de indenização. Veja a nota da íntegra:
"A Procuradoria-Geral do Estado informa que o Governo do Estado não foi citado judicialmente e, portanto, não tem conhecimento formal sobre o pedido de indenização. A prisão foi feita no âmbito da investigação. Ele foi liberado assim que o autor confessou o crime."
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Espancamento, casa invadida e falta de medicação
Antes de ser preso, Reginaldo chegou a ser espancado por moradores do bairro depois que as imagens da câmera de segurança circularam nas redes sociais. Na época, em entrevista à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, ele disse que quebrou o maxilar e bateu a cabeça durante as agressões.
"Destruíram [a casa]. Acabou a minha vida. Peguei até trauma daquele lugar. Estou até com medo da 'turma' chegar e bater em mim, lá", Reginaldo contou em entrevista à RPC.
Na entrevista, Reginaldo disse que também foi agredido por policiais quando foi levado para passar por exames médicos. "Falava que era inocente e aí que eles batiam mais", contou.
Ele teve a prisão temporária prorrogada, com a justificativa de "garantir a regularidade na coleta de provas e para preservar sua integridade física, diante da grande repercussão do caso e da intensa comoção pública", de acordo com uma nota divulgada pela polícia.
A defesa de Reginaldo na época, disse que a Polícia Penal do Paraná também não viabilizou o medicamento para o tratamento contínuo de cirrose hepática e que isso fez o quadro dele piorar.
Relembre o caso
Segundo a Polícia Militar (PM-PR), avó e neta foram encontradas mortas dentro de casa pelo filho de Marley, quando ele foi ao endereço para visitar a mãe. De acordo com o registro, elas estavam deitadas na cama com sinais de violência.
As duas tinham lenços amarrados no pescoço e foram cobertas por um edredom. Um pedido de desculpas estava escrito com sangue na parede, ao lado dos corpos. No final da mensagem havia um nome escrito.
"Deculpa mae" [sic], dizia o recado.
Ana e Marley em foto publicada nas redes sociais, em 2022.
Redes sociais
No dia 31 de janeiro de 2026, João Vitor foi condenado a 60 anos de prisão por ter matado Marley e Ana Carolina. Em depoimento, ele disse cometeu o assassinato com medo de ser reconhecido por elas, após ter invadido a casa onde elas estavam e roubado R$ 100 da bolsa da vítima.
O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) entendeu que João Vitor cometeu duplo latrocínio e fraude processual. Ele está preso desde maio de 2025, quando confessou o crime à mãe e ela o denunciou à polícia.
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