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Boa parte das construtoras brasileiras ainda trata a sustentabilidade como discurso de marketing. O Grupo Vectra, com sede em Londrina, se diferencia ao comprov...
Boa parte das construtoras brasileiras ainda trata a sustentabilidade como discurso de marketing. O Grupo Vectra, com sede em Londrina, se diferencia ao comprovar na prática o compromisso com o meio ambiente, cuja data é celebrada mundialmente no dia 5 de junho. Há cerca de oito anos, destinou uma área de floresta nativa, localizada em uma propriedade rural de cerca de 1 mil hectares em Tamarana, no norte do Paraná, à preservação permanente e criou uma instituição para cuidar dela. O Instituto Serra das Águas, fundado em agosto de 2018, gerencia três Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs) que, juntas, somam 366,96 hectares de proteção integral, o que corresponde a mais de 500 campos de futebol de floresta com status legal de conservação perpétua. “Manter as florestas é olhar para o futuro, de uma forma muito prática”, afirma o dono da propriedade, engenheiro civil e fundador da Vectra, Manoel Luiz Alves Nunes. Initial plugin text Localizada na Serra do Cadeado, entre 956 e 1.200 metros de altitude, a propriedade revelou uma biodiversidade expressiva nos levantamentos realizados desde a criação do instituto. Foram identificadas 120 espécies arbóreas e 174 espécies entre aves, mamíferos, anfíbios e peixes – números mapeados em um primeiro inventário, o que significa que o total real tende a ser maior. Mais de 30 nascentes foram catalogadas na área, alimentando cursos d'água que drenam para além dos limites da reserva. A floresta é casa para 120 espécies arbóreas e 174 espécies entre aves, mamíferos, anfíbios e peixes. Divulgação. Nunes calcula que, de todas essas nascentes, jorram 30 milhões de litros de água por mês. Elas abastecem afluentes do Rio Tibagi e chegam às torneiras de milhares de moradores de Londrina e Cambé, por meio do sistema da Sanepar. No raio de 100 quilômetros a partir de Tamarana, os serviços ambientais prestados pela floresta alcançam mais de 10 municípios, entre eles Londrina, Apucarana, Arapongas e Maringá. Água, regulação climática e habitat para fauna silvestre são benefícios que chegam diariamente a uma grande população. Mais de 30 nascentes foram catalogadas na área, alimentando cursos d'água que drenam para além dos limites da reserva. Divulgação. O trabalho cotidiano do instituto inclui o controle de incêndios florestais, a proteção de nascentes e Áreas de Preservação Permanente (APPs), o monitoramento de espécies e a recuperação de áreas degradadas dentro da propriedade. “Estamos preparando uma infraestrutura para receber visitantes e pesquisadores. A região concentra árvores com mais de 50 anos e temos condições de conservação muito parecidas com as das regiões densas da Amazônia”, revela o fundador da Vectra. O presidente da Vectra, Manoel Luiz Alves Nunes, pretende abrir área para visitação. Divulgação. Da floresta aos edifícios A conexão entre a reserva e o negócio imobiliário da Vectra ganhou forma concreta com o lançamento do Gaia, em 2023, empreendimento residencial em construção na Nova Prochet, que se tornou o primeiro de Londrina a receber o selo Carbono Zero. O certificado foi obtido com base na captura de 14 mil toneladas de carbono pela preservação dos 684 hectares da floresta em Tamarana ao longo de 2022, volume calculado como suficiente para neutralizar as emissões geradas em toda a construção do edifício. A iniciativa coloca a incorporadora londrinense em posição ainda rara no setor imobiliário brasileiro, onde a medição e a compensação de emissões na fase de obra estão apenas começando a ser adotadas pelas empresas. A preocupação com a sustentabilidade é permanente e se revela por meio de outras ações já consolidadas ao longo de uma trajetória de 30 anos no setor da construção civil. O residencial Gaia, em construção na Nova Prochet, é o primeiro empreendimento com selo Carbono Zero de Londrina. Divulgação. Entregue há pouco mais de dez anos com assinatura da Vectra, o edifício comercial Palhano Premium, localizado na Avenida Madre Leônia Milito, n° 1.337, no alto da Gleba Palhano, foi o primeiro de Londrina a conquistar o selo Leed – Leadership in Energy and Environmental Design, do inglês Liderança em Energia e Design Ambiental – na categoria Core & Shell, que inclui áreas comuns, sistemas elétricos, hidráulicos, de refrigeração e fachadas do edifício. Entre os diversos benefícios da certificação na construção estão a redução do consumo de energia em até 30% e de água em até 40%; diminuição na geração de resíduos e emissões de carbono; preservação de recursos naturais e biodiversidade; redução dos custos operacionais e de manutenção do prédio; valorização do imóvel; melhoria da qualidade do ar interno e conforto térmico; promoção da conscientização ambiental e responsabilidade social. Conheça mais sobre o trabalho de conservação desenvolvido na Serra do Cadeado acessando o site do Instituto Serra das Águas, onde estão disponíveis informações sobre as reservas, a biodiversidade catalogada e as iniciativas de pesquisa em desenvolvimento na área.