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CEO de franquia com mais de mil unidades mandou matar diretor da empresa no Paraná, conclui polícia

CEO de franquia com mais de mil unidades é indiciado por mandar matar diretor da empresa Após quatro anos de investigações, a Polícia Civil do Paraná (PC-...

CEO de franquia com mais de mil unidades mandou matar diretor da empresa no Paraná, conclui polícia
CEO de franquia com mais de mil unidades mandou matar diretor da empresa no Paraná, conclui polícia (Foto: Reprodução)

CEO de franquia com mais de mil unidades é indiciado por mandar matar diretor da empresa Após quatro anos de investigações, a Polícia Civil do Paraná (PC-PR) indiciou Oséias Gomes de Moraes, CEO da Odonto Excellence, pelo assassinato de José Claiton Leal Machado, antigo diretor da empresa que foi morto em 2022 em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. Ele responde ao inquérito em liberdade. Para o delegado Luis Gustavo Timossi, o empresário mandou matar o funcionário por acreditar que ele estava tentando assumir o controle da rede de franquias, que possui quase mil clínicas odontológicas no Brasil e em outros países. ✅ Siga o g1 Paraná no WhatsApp Em nota, a defesa de Oséias Gomes afirma que "a narrativa nos autos do processo é nitidamente contrária ao que está sendo ventilado" e que "Oséias foi vítima de criminosos, que estavam lhe extorquindo e visavam ganhos financeiros eternos". "Trata-se de uma grande trama que será desvelada em breve. Oseias é um empresário íntegro, honesto, sem qualquer antecedente criminal e nunca teve qualquer motivo para mandar matar a vítima. Isso é um absurdo”, disse o advogado Claudio Dalledone Junior. O dono da empresa disse que a empresa não vai se manifestar. Ao longo da investigação sobre o crime, outras quatro pessoas, entre executores e intermediários, responderam a processos separados. Saiba mais abaixo. Oséias Gomes de Moraes (à esq.) e José Claiton Leal Machado (à dir.) Divulgação e cedida pela família "O CEO da empresa onde trabalhava a vítima foi indiciado em razão da existência de elementos probatórios que o apontam como mandante intelectual e financiador do crime. As investigações apontaram que o crime foi motivado por severos conflitos empresariais. Segundo o apurado, o investigado teria agido em retaliação a uma suposta tentativa da vítima de assumir o controle da empresa do indiciado, além de divergências relacionadas à abertura de uma clínica concorrente", explicou o delegado. A vítima era conhecida na empresa como Claus e, segundo a polícia, foi alvo de uma emboscada enquanto chegava em casa no final da tarde de 19 de abril de 2022. Ele estava entrando com o carro na garagem, com a filha dentro do veículo, quando foi atacado por dois homens. O diretor da empresa chegou a lutar com os criminosos e sacou a própria arma para tentar reagir, mas foi rendido e morto a tiros. "O crime foi praticado através de uma ação coordenada e planejada, executada mediante emboscada em frente à residência da vítima. O mandante teria utilizado uma rede de intermediários e operadores financeiros para viabilizar a execução, realizada por terceiros já indiciados anteriormente", aponta Timossi. O delegado justifica que o inquérito levou quatro anos para ser finalizado devido ao trabalho investigativo ter sido complexo, envolvendo quebra de sigilos bancários, análise de dados telemáticos (como de mensagens trocadas pelos envolvidos, por exemplo), oitivas de diversas testemunhas, entre outras diligências. Segundo ele, no início da investigação, o nome do empresário foi citado por envolvidos, mas ainda faltavam provas concretas, obtidas recentemente, para o indiciamento de agora. O delegado ressalta que foram identificadas transferências bancárias de contas controladas pelo investigado para as contas de operadores logísticos do crime em datas próximas ao homicídio, somando valores utilizados para o custeio da operação e pagamento dos executores, e que antes morrer a própria vítima havia manifestado a familiares o receio por sua integridade física, apontando o CEO como o principal interessado em eventual atentado contra sua vida. Leia também: Golpes: Advogado é preso por lucrar R$ 700 mil com golpes de falsos investimentos, apostas e vendas pela internet; saiba como ele agia Previsão do tempo: Onda de frio no Paraná começa a perder força e tem data para acabar; veja quando Taxa de R$ 25 mil? Casal de cartorários vira réu por enganar clientes com falsas taxas ao longo de 15 anos Homicídio qualificado Oséias Gomes foi indiciado por homicídio qualificado - por motivo torpe, pagamento de recompensa e emboscada, que dificultou a defesa da vítima - na condição de mandante intelectual e financiador do crime. O inquérito foi encaminhado para análise do Ministério Público do Paraná (MP-PR), que agora avalia se vai oferecer, ou não, denúncia criminal à Justiça. "O relatório da Polícia Civil foi encaminhado nesta terça-feira, 12 de maio, à 10ª Promotoria de Justiça de Ponta Grossa, que possui atribuição para atuar no caso. A partir de agora, o procedimento será analisado pelo Ministério Público do Paraná, que deverá se manifestar no prazo legal de 15 dias, podendo oferecer denúncia, requisitar novas diligências ou promover o arquivamento do inquérito policial", disse o MP ao g1. Outros cinco homens envolvidos no crime O delegado Luis Gustavo Timossi destaca que a conclusão do inquérito contra Oséias Gomes é fruto de uma progressão investigativa baseada em inquéritos anteriores, que apontaram a participação direta de outros cinco homens no crime, segundo a polícia: Paulo Santos da Silva, réu por coordenar o ataque, mas está foragido; Wallax Alves da Silva, enteado de Paulo, réu por receber e repassar dinheiro aos executores do crime. Ele aguarda o julgamento em liberdade; João Victor da Gama Cezário, réu por receber e repassar dinheiro aos executores do crime. Ele aguarda o julgamento em liberdade; Douglas Roberto Ferreira, que chegou a ser indiciado por executar o assassinato junto a Diones, mas não será julgado porque foi impronunciado (a Justiça entendeu que não há provas suficientes). Ele está foragido por outros crimes; Diones Henrique Rodrigues Raimundo, que foi condenado por executar o crime e está preso. O g1 tenta identificar as defesas dos envolvidos. Quem é Oséias Gomes Oséias Gomes Divulgação Natural de Carambeí, nos Campos Gerais do Paraná, Oséias Gomes de Moraes tem 54 anos e é fundador e CEO da Odonto Excellence. A empresa, sediada na cidade vizinha Ponta Grossa, é considerada a maior franqueadora de clínicas odontológicas do Brasil e possui mais de 1,3 mil unidades em quatro países. Ele também é fundador da incubadora de startups Lions Startups, sediada em Ponta Grossa e possui um resort na mesma cidade. Ao longo da vida, escreveu três livros sobre gestão empresarial. 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